Não basta ser, também tem que parecer. O fato de ser bom tecnicamente não define o seu sucesso no mundo freela. Existe um conjunto de coisas que é preciso estar atento.
Considerando todos os profissionais freela que estão por aí, há bons anos e com uma vasta experiência e credibilidade, temos que admitir que grande parte de quem se intitula freela, hoje, é bem jovem... e jovem no sentido cronológico, porque de espírito sei que todos somos.
Pessoas que já estavam no mercado, e já têm uma carreira consolidada, são testemunhas de que o respeito aqui vem em troca de muito suor. Constuir uma imagem sólida, confiável e relativamente conhecida pode não ser fácil, mas existe muito que podemos fazer para obter sucesso nesse aspecto.
Não é fácil chegar a um cliente, com a cara lavada de nossos 18 ou 20 anos e deixar, no primeiro instante, a percepção que você é a pessoa mais responsável do mundo. Talvez o cliente lembre do sobrinho dele, que vive na frente de um computador e faz páginas web para o negócio dos pais.
O importante entender é que não basta ser, tem que paracer... e parecer muito bem, porque isso pode valer o seu trabalho. Mas também não basta apenas parecer e atrasar nos prazos, deixar o cliente boiando e não se comunicar direito com ele.
A construção da sua imagem traz valor ao seu trabalho. Para você que entende alguma coisa de "branding", passe a pensar na sua imagem como sua marca. Seja um vendedor de si mesmo e projete o que há de melhor em você para o mercado. Se não sabe do que se trata, estude branding, estude marketing, estude vendas, estude negociação.
Não basta ser apenas bom tecnicamente, nessa "eupresa" você terá que assumir vários papéis... saber vender a sua imagem e negociar bem são alguns deles.
Gustavo Carneiro |